Por Hailton Aiala, 03 de janeiro de 2026
CARACAS / WASHINGTON – Em uma operação que evoca as memórias da invasão do Panamá em 1989, as forças especiais dos Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026. A ação, confirmada pelo presidente Donald Trump, marca o fim de um ciclo de décadas do chavismo no poder e mergulha a América Latina em uma incerteza geopolítica sem precedentes no século XXI.
A operação, conduzida por tropas de elite (Delta Force) e apoiada por bombardeios estratégicos em pontos-chave de Caracas, Miranda e La Guaira, resultou na extração imediata do líder venezuelano do território nacional. Segundo o Departamento de Estado americano, Maduro será julgado em solo americano por acusações de narcoterrorismo e crimes contra a humanidade, baseadas em indiciamentos que remontam a 2020.
O Cenário na Venezuela
O país acordou sob estado de emergência. Enquanto a oposição, liderada por María Corina Machado, celebra o que chama de “hora da liberdade”, o alto comando militar venezuelano e a vice-presidente Delcy Rodríguez denunciam uma “agressão imperialista brutal” e exigem provas de vida do casal presidencial. Relatos de apagões em Caracas e o fechamento da fronteira com o Brasil, em Pacaraima, evidenciam a paralisia institucional imediata.
Parecer Geopolítico: O Impacto na América do Sul
A prisão de Maduro não é apenas um evento jurídico; é um terremoto que redefine as fronteiras de influência na região.
1. Crise de Soberania vs. Intervenção Humanitária
A ação unilateral de Washington coloca o princípio da não-intervenção — pilar da diplomacia sul-americana — em xeque. Países como o Brasil, sob a gestão Lula, já classificaram a operação como “inaceitável”, temendo que o precedente abra caminho para novas intervenções diretas em países com instabilidade política.
2. O Vácuo de Poder e a Crise Migratória
A deposição forçada de Maduro cria um vácuo de poder imediato. Existe o risco real de uma guerra civil fragmentada entre facções militares e grupos paramilitares (coletivos). Para os vizinhos, o temor imediato é uma nova onda de refugiados, superando os 7 milhões que já deixaram o país nos últimos anos.
3. Realinhamento de Eixos
- Eixo de Esquerda: Governos como os de Cuba e Colômbia veem a ação como “terrorismo de Estado”, o que pode resultar em um endurecimento retórico e militar nessas nações.
- Controle de Recursos: A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo. A transição para um governo pró-Washington altera drasticamente o mercado energético global, diminuindo a influência de atores como Rússia e China na região.
4. O Papel do Brasil
O Brasil se vê em uma posição delicada. Sendo o maior mediador regional, o governo brasileiro convocou reuniões de emergência no Itamaraty. A segurança da fronteira em Roraima tornou-se a prioridade número um do Ministério da Defesa, buscando evitar que o conflito transborde para o território nacional.
“A estabilidade do sistema internacional é colocada em xeque na medida em que a soberania sai fragilizada diante da lei dos mais fortes.” — Análise de especialistas em Relações Internacionais.
Próximos Passos
A comunidade internacional aguarda agora a coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, onde Trump deve detalhar a base legal da operação. Na Venezuela, a dúvida permanece: o Exército manterá a lealdade ao legado de Maduro ou negociará uma transição rápida com a oposição?
