Redação do somostodospoliticos.com.br
Atualizado em 10 de janeiro de 2026, 09h49.
O cenário político no Acre para 2026 está, de fato, carregado de tensões e articulações dos bastidores que muitos observadores locais classificam como propícios para “rasteiras”.
O cenário construído pelo próprio governador para a sucessão no Palácio Rio Branco sinalizando apoio a vice-governadora Mailsa Assis, começa apresentar fragmentos partidários e de compromisso com o prefeito da capital, Tião Bocalom apoiado e defendido por Mailsa na campanha para prefeito de Rio Branco.
A complexidade vem do fato de que o grupo de apoiadores do governador e do prefeito que hoje detém o poder possui diversos protagonistas com ambições conflitantes para a mesma cadeira.
Aqui estão os pontos principais que alimentam esses rumores de traição e reviravoltas: lembrando que na primeira eleição do governador Gladson Camelí estavam todos eles no mesmo palanque.
O Racha no União Brasil – Alan Rick x Márcio Bittar
este é o foco mais nítido de conflito. O senador Alan Rick lidera as pesquisas de intenção de voto, mas enfrenta resistência dentro do próprio partido. Alan agora é Republicanos
A “Rasteira”: Márcio Bittar e a cúpula nacional do União Brasil possuem uma relação tensa com Alan Rick. Bittar tem articulado o apoio ao prefeito Tião Bocalom, PL, o que poderia isolar Alan Rick ou forçá-lo a buscar outra legenda o que já ocorreu para viabilizar sua candidatura.
O governador Gladson Camelí – PP vai renunciar em abril deste ano para disputar o Senado. Isso entrega a “chave do cofre” e a máquina pública para a vice-governadora Mailza Assis – PP.
O que o deixará livre para visualizar de fora do governo a real situação e a panorâmica do processo sucessório e de fato quem terá seu apoio rumo Palácio Rio Branco e a casa rosada.
Entenda: Mailza, ao assumir o governo, torna-se candidata natural à reeleição. Se Gladson declarar apoio a outro nome (como por exemplo a Alan Rick ou Bocalom) para garantir sua própria eleição ao Senado, Mailza pode se sentir traída e usar a máquina estatal contra os aliados de Gladson.
O fator Tião Bocalom, fortalecido após a reeleição na capital, Bocalom é um nome de peso que transita entre o PL e o apoio de figuras do União Brasil.
A estratégia: A “rasteira” aqui seria o isolamento de Alan Rick através de uma aliança sólida entre Bocalom e o grupo de Márcio Bittar, possivelmente com a benção silenciosa de setores do governo que temem o crescimento de Alan.
A política acreana é conhecida por ser decidida nos detalhes e em acordos de última hora. O “cheiro de rasteira” que você sente vem justamente dessa necessidade de acomodar três ou quatro nomes fortes em apenas duas vagas majoritárias (Governador e uma vaga de Senador, já que a outra costuma ser muito disputada).
Vamos aguardar os próximos capítulos da trama escrita ao longo dos anos de campanhas politicas no Acre.
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