Redação do somostodospoliticos.com.br
Atualizado em 04 de março de 2026 às 11h.
A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026 tem, de fato, buscado inspiração no modelo de Donald Trump, mas com adaptações estratégicas ao contexto brasileiro e ao seu próprio perfil, haja visto a relação de amizade com presidente norte americano.
Ao contrário de seu pai, Jair Bolsonaro, que mantinha um estilo de confronto direto e constante, Flávio tem sinalizado uma tentativa de equilibrar a ideologia conservadora com um pragmatismo maior, especialmente na economia e no diálogo institucional.
Recentemente, Flávio Bolsonaro citou nominalmente o vice-presidente de Trump, J.D. Vance, como uma referência.
O uso do Estado para dar “aportes iniciais” e assumir riscos em setores estratégicos como infraestrutura e energia.
Isso se afasta um pouco do liberalismo puro (estilo Paulo Guedes) e se aproxima do protecionismo nacionalista de Trump, onde o governo intervém para estimular a indústria local e garantir segurança nacional. A economia americana teve seu pior resultado dos últimos anos.
Flávio tem utilizado a figura de Trump para pressionar as instituições brasileiras, especialmente o Judiciário. Ele argumenta que o governo americano de Trump (segundo mandato) vê com maus olhos o que chama de “perseguição política” no Brasil.
Ele tenta vincular sua candidatura à ideia de que um alinhamento total com os EUA de Trump traria benefícios econômicos e “normalidade democrática”, usando as tarifas impostas por Trump ao Brasil como um argumento de que o atual governo brasileiro não tem “estatura moral” para negociar.
Apesar de buscar o eleitorado de Trump, Flávio tem afirmado publicamente que pretende ser uma versão mais moderada do que foi seu pai.
Ele identificou que a comunicação agressiva foi o principal erro do governo anterior e busca uma postura menos ruidosa para atrair o eleitor de centro.
No Instagram curiosamente, ele chegou a declarar que “nem sabe se é bom ter Trump colado à imagem” o tempo todo, indicando que, embora o modelo político sirva de guia, ele quer evitar ser visto apenas como uma “cópia” que herda as rejeições do presidente americano.
Assim como Trump, Flávio, fala em “drenar o pântano”, a plataforma de Flávio para 2026 foca na renovação do Senado. Seu objetivo declarado é eleger uma maioria expressiva de senadores aliados para confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF), o que ecoa o desejo de “destruição/reforma” do sistema que discutimos anteriormente.
Em resumo Flávio Bolsonaro parece querer o conteúdo de Trump (nacionalismo econômico, pautas de costumes, confronto com o Judiciário), mas com uma embalagem mais palatável para o mercado e para o eleitorado moderado brasileiro.
