Redação do www.somostodospoliticos.com.br
A política do Acre vive um momento de grandes movimentações agora em março de 2026, e esse sentimento de “traição” ou “covardia” e racha que está ocorrendo na base de apoio do governador Gladson Cameli.
A candidata natural do governo é a atual vice-governadora Mailza Assis – PP, que deve assumir o cargo de governadora em abril, com desincompatibilização de Gladson que se afasta para concorrer ao Senado. No entanto, o cenário de apoio parlamentar está longe de ser unânime.
A Debandada para Alan Rick
O maior fator de instabilidade tem sido o crescimento do senador Alan Rick – Republicanos nas pesquisas. Recentemente, deputados que eram considerados “fechados” com o governo, como Tadeu Hassem, assim como Eduardo Ribeiro anunciaram publicamente a saída da base governista para apoiar Rick.
Muitos veem nessas movimentações um oportunismo de quem usufruiu da estrutura do governo por quase oito anos e agora, diante de um cenário eleitoral incerto, busca um novo “porto seguro”.
Em quanto isso o Prefeito de Rio Branco, Capital do Acre, Tião Bocalom foi para o PSDB onde se lançou na política acreana por muitos anos – entre 1997 e 2013.
O retorno agora, com a ficha abonada por lideranças nacionais como Aécio Neves, tem um objetivo claro: fortalecer uma terceira via para o Governo do Estado em 2026.
Pressão Jurídica e Incertezas
As investigações em curso no STJ e STF contra o governador Gladson Cameli também servem de combustível para que parlamentares se afastem.
No mundo político, quando um líder enfrenta fragilidade jurídica, é comum que aliados “se acovardem” ou recalculem a rota para garantir a própria sobrevivência política em 2026.
Mailza Assis – PP, tenta segurar a máquina pública e os deputados que restam na base.
Alan Rick – Republicanos, recebe a maioria dos “dissidentes” da base de Gladson.
Tião Bocalom – PSDB, quer atrai a ala bolsonarista e parlamentares da capital.
Essa movimentação é o que muitos chamam de “voto de gratidão ao contrário”: após anos de benefícios e emendas liberadas pelo governo, o apoio na hora da sucessão acaba sendo sacrificado pelo pragmatismo eleitoral.
E agora José?
